terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ROCK' N' ROLL

Salve, salve

Aqueles que me conhecem sabem que minha outra paixão, depois dos quadrinhos, é o rock.
Na verdade, gosto de quase todo tipo de música, mas o bom e velho rock' n' roll é especial, diria até mágico! Depois que terminei a faculdade arrumei até um tempinho ("$") para fazer umas aulas de violão, com o intuito, é óbvio, de tocar também guitarra.
Nesta onda, resolvi postar duas ilustrações que fiz, e que não são tão recentes , mas juntam minhas duas paixões: Desenhos e rock' n' roll.

A primeira, ainda um pouco tímida, foi um das minhas primeiras tentativas de colorir no photoshop. Tentei aplicar algumas texturas e usar alguns efeitos, mas ficou a sensação que o desenho poderia estar melhor, como um todo.

A segunda, já um pouco mais seguro, me arrisquei um pouco mais, utilizei um pouco mais luz e sombra  e variação de cores. Acho que o resultado foi melhor

Eu já havia mostrado estas ilustrações para muita gente, mas como são trabalhos que eu gosto, resolvi postá-los.

É isso

Valeu

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Caminhando...

Salve, salve

Aos poucos este blog está caminhando. As poucas visitas e comentários me deixaram muito feliz, e me deram o ânimo necessário para prosseguir. Agradeço a todos.

Vamos em frente então. Mais alguns estudos da infinita prática diária.
São alguns esboços à partir de fotos, e também cópias de desenhos da apostila do Andrew Loomis. A intenção é ter uma base forte para melhorar meu desenho. E o Loomis é do ca*.!!##""o.





É isso
Valeu

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais rabiscos

Salve, salve

Mais alguns rabiscos do treino diário

E assim eu prossigo na minha busca por aperfeiçoamento

Abraços
É isso
Valeu

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mais rabiscos

Salve

Mais um rabisquinho... tô esquentando. Logo logo posto algo mais elaborado e acabado

Opiniões e críticas são sempre bem vindas

É isso
Valeu

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Rabiscos 2

Salve, salve

Continuando com os rabiscos para desenferrujar.

Algumas experiências para ilustração infantil




Fazendo um teste com pincel novo (rabisco rápido em papel jornal)


É isso
Valeu


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rio Comicon

Salve,salve

Não estive (indfelizmente) na RioComicon, por diversos motivos (falta de grana é o principal deles).
Mas li esta resenha no blog dos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon, que eu gostaria de compartilhar com quem visita este humilde blog, que na verdade não tem tido tantas visitas assim...
Como não posso emitir uma opinião sobre o evento, segue o relato conciso e objetivo do blog dos  10 Pãezinhos


"RIO COMICON: O retrato do Quadrinho nacional hoje

A Rio Comicon foi o máximo.


O evento:

Já disse antes e volto a repetir: convenções de Quadrinhos são muito importantes para formar público e consolidar o mercado de Quadrinhos no Brasil. Se tivéssemos mais eventos (não precisam nem ser tão grandes, pode ser só com autores nacionais) espalhados pelo país, teríamos um público mais bem informado e profissionais mais reconhecidos.

 
As bancas de jornal não nos representam mais, somente eternizam o preconceito e mantém a inércia de produtos licenciados. Seria ótimo se tivéssemos produções mensais regulares, mas esta não é mais nossa realidade. Os autores e o público têm que aceitar isso e seguir adiante. O material vendido na banca é descartável e os Quadrinhos deixaram de ser.


 
A mídia não informa o público, pois ela mesma não sabe do que está falando. Repetem o que vem no press release (quando há um) ou traduzem o que é dito no exterior. Os jornalistas não conhecem nada de Quadrinhos, querem ser nossos amigos, acreditam estar nos fazendo um favor, dizem apreciar nosso trabalho, mesmo não o conhecendo. As perguntas são sempre as mesmas, o clima sempre é descontraído (quando não embaraçoso), tudo é sempre muito divertido no mundo mágico dos Quadrinhos. O jornalismo especializado, raro e esforçado, também é quase inteiramente formado por fãs que escrevem para fãs. Se misturassem os teóricos com os jornalistas, talvez tivéssemos melhores críticas, resenhas, matérias. Não existe crítico de Quadrinhos. Não existe crítica.



As editoras não são nem mocinhas nem vilãs, fazendo papel duplo de ajudar e atrapalhar o Quadrinho nacional. Não sendo mães, não cuidam de cada rebento como se fosse o único. Não sendo babás, não cuidam do filho de outros como se seu trabalho dependesse disso. Mais como parteiras, jogam nossos livros no mundo e já têm outro parto pra fazer. O importante é colocar revistas no mundo. Nunca fui tão negligenciado como neste ano de 2010, onde me senti sozinho, esquecendo que tenho livros premiados publicados com 3 editoras, sem ter nenhum contato com nenhuma delas, a menos que eu as contactasse. Se eu não levantar a mão, é como se eu não existisse.
 

Neste cenário encantador em que vive o Quadrinho Brasileiro, somente o contato direto entre o autor e o público é que realmente consolida um inexistente mercado nacional de Quadrinhos. Quem foi à Rio Comicon presenciou e pôde se espantar com a voracidade e o acolhimento do público, pessoas que foram ao evento buscando uma foto com o Manara ou o Maurício de Souza e descobriram um vasto mundo de possibilidades, de autores, de novidades não tão novas assim, esperando para serem redescobertas uma vez mais por esse público que só não gosta dos nossos Quadrinhos porque não os conhece, não os encontra, não os procura porque não sabe nem por onde começar a procurar.
 

Convidados:
 

Gostei muito da variedade de convidados da convenção que, como já ocorre no FIQ, trouxe autores pouco conhecidos no Brasil, mas de tremenda qualidade e relevância, o que beneficia muito o Quadrinho nacional. Não fosse o FIQ de 2003, eu não conheceria o Toppi, que não tem nada publicado em português. Cabe às editoras nacionais buscar mais autores, de dialogar mais com os organizadores de festivais e tentar sincronizar lançamentos e trazer trabalhos novos para o público. Existe uma gravíssima falha (falta) de comunicação entre diferentes setores da nossa profissão. Todos deviam agir mais conjuntamente.

 
O Rio de Janeiro é uma moeda fortíssima na hora de organizar um evento internacional e chamar atenção tanto da mídia quanto de autores. Todo mundo quer vir ao Rio. Por este motivo isolado, creio que poderemos ver muitos autores importantes em próximos anos de festival.
 

Não importando quantos passeios e baladas eles fizessem, pois opção de festa não faltou no Rio de Janeiro, todos os convidados foram sempre super solícitos com o público, o que na verdade não é de se estranhar. Mais próximo dos eventos europeus, a Rio Comicon foi uma grande celebração dos Quadrinhos e os autores abraçam este clima de festa. Ficaram horas fazendo rascunhos elaborados, autografando livros, tirando fotos.
 

Quanto aos convidados nacionais, achei a seleção excelente. Claro, chamaram as estrelas, mas é importante isso também. Ter Ziraldo, Maurício, Angeli, Laerte, Mutarelli, Zimbres, Lelis, Sieber, Arnaldo Branco, OTA no mesmo evento é reunir todo cenário da HQ nacional.
 

Concordo que faltou fornecer mais atrações voltadas às crianças, que tiveram a presença do Ziraldo no primeiro dia e do Maurício de Sousa no último, mas nenhum estande dedicado a elas, nenhuma exposição. Só porque lutamos pra mostrar que Quadrinhos não são só coisa de criança não se pode extinguir a presença desta produção num evento deste porte. Quadrinhos para crianças são de suprema importância para o público e o mercado como um todo.
 
Espaço:

 
A Estação Leopoldina é um espaço incrível, mas apesar de sua localização central na cidade e de fácil acesso, fica um pouco longe de outras áreas mais "turísticas", assim como em uma região um pouco "erma" no período noturno. Apesar disso, é um prédio lindo, com as plataformas e seus trens que formavam um cenário exótico e cheio de planos incríveis. As opções de alimentação até que foram boas, com lanches para todos os gostos e não muito caros (mesmo que alguns tenham aumentado o preço de sexta pra sábado).



A área central do evento contava com exposições dos convidados montadas em biombos que formavam um certo labirinto, obrigando o público a circular pelas laterais, ou tomar seu tempo olhando as obras (reproduções) expostas. Gostei muito das exposições, mesmo tendo somente 10 obras de cada artista. Um espaço maior e mais dedicado, mais silencioso, poderia ter ajudado muito.

 
Ao redor das exposições ficaram os estandes dos autores independentes que tiveram a coragem de colocar suas revistas à venda. Os estandes foram caros, sim. O preço assustou muita gente e mostrou o lado mais comercial da Comicon com o qual o autor brasileiro ainda não sabe lidar. É preciso muito dinheiro pra fazer um evento deste porte, assim como foi preciso um bom investimento por parte dos autores, muitas vezes agrupados para conseguir as quantias, para que tivéssemos a presença do Quadrinho nacional atual. Sim, esta é a realidade do Quadrinho hoje, onde os autores têm que bancar suas publicações, cavar seu espaço, assumir o risco. Mais uma vez repito que os custos são grandes, mas nada que seis dias de convenção não resolvam. Eu tenho certeza que nenhum dos participantes de qualquer estande tenha se arrependido de estar ali, mesmo que por um dia, vendendo seu gibi, sua camiseta, seus posters, ou somente assinando livros.
 
Li hoje esta matéria sobre uma pesquisa que aponta que o brasileiro acha o preço um obstáculo à cultura. Eu concordo que ir ao cinema está caro, ao teatro, aos proibitivos shows de música. Os quadrinhos, aqueles livros que vão para as livrarias, também são caros, mas eu nunca vi tanta gente comprando gibis como neste evento. Vendemos tudo que levamos. Gustavo Duarte vendeu todos TAXIS e CÓS que levou. O pessoal da Samba e Beleléu vendeu muito gibi. Rafa e Grampá venderam serigrafias de R$200,00. E a grande campeã do evento foi a livraria da Travessa, com seu estande espaçoso e organizado, além de muito bem sortido. Eles investiram muito dinheiro no seu espaço, mas somente nos 3 primeiros dias do evento, os mais vazios, já haviam pago esta quantia e tido lucro, pra não dizer o final de semana infernal que tivemos. A revista campeã de vendas na Travessa foi Bando de Dois, de Danilo Beyruth. Um autor que quase ninguém conhece, uma revista de R$36,00. É preciso ressaltar que no sábado a situação ficou bem caótica na Travessa, formando filas pro público entrar, filas pra pagar, filas pra pegar autógrafo, pois não cabia tanta gente naquele espaço.
 
As editoras?

 
"Onde estão as editoras?" Uma convenção deste tamanho contou somente com o estande da Barba Negra, com um incrível polvo e poucos lançamentos, mas que foram do independente "DRINK", de Rafael Coutinho, ao Killoffer com seu gibi grande e elaborado. A Panini teve de sexta a domingo um estande que, ao invés de vender milhões de revistas (pois venderia), vendia assinaturas.
 

E as outras? A Conrad publica todo o catálogo do Manara, tinha a obrigação de estar presente. Só com o que vendeu de Bando de Dois, a Zarabatana, editora de um homem só, pagaria o preço do estande e ainda poderia vender os outros gibis incríveis que publicam. Quase todos autores presente no evento têm algum livro publicado com a Devir. Nem a Companhia das Letras deu as caras (depois de fazer bonito ano passado no FIQ). Existem muitas outras editoras nacionais, mas pra quem foi ao evento, parece que o Quadrinho Nacional é feito somente de autores independentes.

A Organização:
 
Temos que aplaudir os organizadores do evento, simplesmente pelo fato de, uma vez mais, terem feito uma convenção internacional de Quadrinhos neste país. Como acontece no FIQ, conseguiram reunir uma gama bem variada de autores e ofereceram uma experiência única ao público, deixando a vontade de que isso se repita todos os anos. Apesar disso tudo, ainda falharam na parte de comunicação do evento, tanto com o público e imprensa, quanto com os próprios autores e convidados. O site estreou um mês antes do evento, dificultando muito o planejamento e programação de quem queria comparecer. O site é muito bem feito, mas poderia estar no ar meses antes, mesmo com pouco conteúdo, se completando ao passar do ano. Isso ajudaria muito na divulgação. Eu fiquei sabendo que haveria este evento no começo do ano, mas tive as mesmas informações do público, na mesma velocidade. A página do Facebook também estreou somente no segundo semestre, dialogou até que bem com o público, mas de forma muito informal. A voracidade da internet ( e do público de hoje) é muito grande para os organizadores, apaixonados por Quadrinhos, mas que, vindos de outras gerações, ainda estão se acostumando a usar esta ferramenta em toda sua magnitude.
 

O contato com o público:

 
De hoje em diante, quando me perguntarem se meu trabalho está mais reconhecido no Brasil, vou lembrar da Rio Comicon, pois começo a ver um pouco mais de confiança e procura por parte do público. Tenho certeza que a tira "Quase Nada" na Folha tem quase tudo a ver com este crescimento de público, não só numérico, mas de identificação. A publicação regular da tira, assim como seu alcance, formou um público fiel que faz questão de mostrar sua opinião sobre o trabalho. Não que nosso trabalho se resuma à tira, como muitos nos provaram levando cópias de todos nossos livros pra autografar. Sei que muita gente parou pra pedir um rascunho ou um autógrafo sem nem ao menos saber que somos nós, mas é justamente por causa disso que vamos aos eventos. Infelizmente, publicar um livro no Brasil não basta para mostrar o trabalho ao público. É preciso mostrar a cara, se fazer presente. Antes da sua obra falar por si só, é preciso que você fale por ela.



Gostei também de ver muitos aspirantes e apaixonados mostrando seus fanzines, suas pastas, seus desenhos e roteiros. Pessoas que viram ali a oportunidade de mostrar seu talento, seu trabalho para profissionais, pessoas que já conseguiram e poderiam opinar ou mostrar os caminhos. Prontos ou não, receberam atentos meus conselhos, minhas críticas, meus sorrisos e meus nãos. O mundo dos Quadrinhos precisa de mais nãos para melhorar. As pessoas não gostam de receber nãos e, como é costume dos Brasileiros, levam muito pro lado pessoal. Eu me importo muito com os Quadrinhos, são minha vida, não só minha profissão, mas acho fundamental passar mais profissionalismo às novas gerações de Quadrinhistas. Produzir quadrinhos não é tão divertido e prazeiroso quanto ler Quadrinhos. Eles precisam deixar de ser fãs pra se tornarem autores. Precisam crescer.

 
Conclusão:

 
O evento foi incrível, mágico, surpreendente. Beja, Porto, San Diego, La Paz, Nova Iorque, Rosário. De todos os festivais que fomos este ano, este foi o que nos deixou mais felizes, pois foi aqui no Brasil. Os Quadrinhos vivem uma grande fase. Só depende de nós mesmos levantar a cabeça e saber valorizar isso.

 
Escrito por Gabriel Bá "


É isso
Abs

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

I came back!!!!!!!

Salve, salve

Tô de volta... Depois de um longo período de ausência, voltei.
Como sempre, espero manter regularidade, mas não farei promessas.
O motivo de meu longo desaparecimento foi o já citado TGI. Me consumiu muito tempo, esforço, concentração, dedicação.

Falei dele no início do 6º semestre, mas acabei iniciando no 7º, e tudo ficou muito complicado, e estressante. Muito trabalho, muito retrabalho, noites sem dormir, literalmente ( cheguei a ficar 42 horas sem fechar os olhos ).

Como eu havia prometido, vou postar as fases do trabalho, para que todos entendam como é a rotina de um quadrinhista.

Então, chega de blábláblá e vamos as imagens.

Primeiro eu fiz a adaptação do texto do livro, transpondo para roteiro de quadrinhos. A partir do roteiro, fiz os chamados "thumbnails" (unha do dedão, em português), que são pequenos esboços, que faço normalmente em formato A5 (ou meio sulfite), onde defino as cenas, a composição e o lay-out da página.


Depois dos thumbnails, vem as Páginas à lápis


Por enquanto, vou ficar nesta etapa do processo, depois vou postando o restante.

Mas para que isso seja interessante, preciso de OPINIÕES. Portanto crianças, deixem de preguiça e critiquem.

Valeu

É isso